O Curupira

5 09 2010

           A gente que mora no mato conta uma lenda impressionante.

          É a história do homem que não queria saber de nada. Pegava sua espingarda de dois canos, entrava no mato e saía atirando em tudo o que via: sabiá, arara, macuco, anta, macaco, tamanduá, logo-guará, capivara e até bicho preguiça e tartaruga, só pelo prazer de caçar, de machucar, de matar. Parece que o homem não respeitava nem fêmea na época do acasalemento, nem filhotinho recém-nascido, nem fêmea grávida, com filhote na barriga!

          Pois bem. O que se conta é que um dia o Curupira perdeu a paciência e atraiu o melhor amigo do caçador para o mato, transformando-o num bicho grande e peludo. O caçador apareceu, encontrou o estranho animal e, sem pensar duas vezes, atirou. Quando chegou perto para apreciar mais uma vítima, encontrou seu próprio amigo no chão, ferido de morte.

          Foi a vingança brutal do ardiloso Curupira.

    

         (Ricardo Azevedo, Armazém do Folclore, Editora Ática – 1ª edição.)


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