O Negrinho do Pastoreio

5 09 2010

          “- Se o Negrinho perder essa corrida, ele me paga” – Berrou o fazendeiro quase estourando de raiva e vermelho feito uma pimenta ardida.

          “ – Ei, cuidado” – Gritou a torcida em coro.

          O fazendeiro não acreditava naquilo que os seus olhos viam. O cavalo baio escorregara e o seu adversário ganhou em primeiro lugar.

         O pequeno escravo tremia feito vara verde e suava frio, pois já sabia o que lhe esperava. O seu patrão nunca era bom para ele, principalmente quando estava irado.

         Ao chegar em casa, cheio de rancor e vingança, o fazendeiro mandou que amarrassem o Negrinho, pelos pulsos, a uma árvore e o surrassem com chicote.

          Como se não bastasse toda essa malvadeza, à noite o homem sem coração levou o menino ao ponto mais alto da fazenda e ordenou:

         – Durante um mês, você ficará aqui guardando o meu melhor cavalo baio… Junto com vocês ficarão os outros cavalos, para que você cuide de todos. E durante à noite segure firmemente o baio pela corda, pois se acontecer alguma coisa com ele, você será o único responsável. Ouviu bem?

          Assim, dia após dia, lá ficou o Negrinho a cohorar enquanto os animais descansavam no pasto.

          Porém, um dia, vencido pela fome e pelo sono o menino adormeceu sobre a rama onde passeavam os guaraxains.

          Inocentemente os bichinhos roeram a corda que prendia o cavalo ao menino.

         Vendo-se livre, o baio fugiu levando junto os outros cavalos, sem que o pobre do menino pudesse fazer nada. Agora só restava uma saída…

          …Passar a noite procurando os cavalos. Ao seu lado o Negrinho só podia contar com duas coisas: com a proteção da sua madrinha Nossa Senhora e com um toquinho de vela, que por onde passava pingava gotas de cera. Cada gota que caía, acendia uma luz. Logo tudo ficou claro e  o menino pôde encontrar os animais fugitivos e levá-los de volta à fazenda.

          Assim se conta essa história. E, ainda hoje, quando alguém perde alguma coisa, logo acende uma velinha ao Negrinho do Pastoreio e pede a ele que ajude a encontrar o que procura.

 

        (Negrinho do Pastoreio, Coleção “Paraíso da Criança I” – “Séries Brasileiras”, Editora Edelbra)


Ações

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6 responses

2 12 2010
Vinicius

LINDO! Será q voce pode publicar as outras histórias dessa sére “Paraíso das Crianças” de Regina duaarte? Obrigado!

3 12 2010
profcatia

Olá, Vinicius, tudo bem?
Assim que puder digitarei outras, está bem?
Abraços.

11 05 2011
beatriz

eu quero saber o nome da editora

11 05 2011
beatriz

vc sabe o nome da editora me conta

14 05 2011
profcatia

Oi, Beatriz, tudo bem?
Obrigada por visitar minha página. A editora é Edelbra, talvez você não tenha reparado, mas está escrito logo abaixo do texto.
Beijos.

11 05 2011
beatriz

eu quero saber o nome da editora do texto
por favor alguem me fala
obrigado eu amo vcs bjs
tamo quem me ajudar e claro

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